África Do Sul: De Joanesburgo À Cape Town

A África do Sul é definitivamente um país para você pôr em seu roteiro pelo mundo pois, acredite em mim, você não irá se arrepender!

Simon’s Town

Apesar da África ser estigmatizada – muitas, mas muitas vezes erroneamente – como um continente pobre e precário – há lugares bastante desenvolvidos no quesito turismo. É o caso do país do post de hoje, que é repleto de paisagens maravilhosas e praias que vão tirar seu fôlego!

Boulders Beach

Você precisa saber agora:

Moeda: Rand Sul-Africano (ZAR)

Golpinhos/dia: R$ 240,00 (alimentação, transporte, entradas e passeios)

Se perder, vai ter que voltar: Subir a Table Mountain e, se a África do Sul for seu único país a ser visitado no continente, te indico também um safári. Nesse caso, o recomendado é o Kruger, mundialmente conhecido.

Table Mountain

Como cheguei ao continente africano:

Cape Town

Voei do Rio de Janeiro para São Paulo (já que não existe voo direto desde o Rio) e, apenas no dia seguinte, segui em direção ao aeroporto internacional Oliver Tambo, em Joanesburgo.

Via Latam Airlines, paguei R$ 1.795,88 ida e volta, o que (diga-se de passagem) me rendeu umas boas milhas junto à companhia aérea.

Já para Cape Town, utilizei a low-cost sul-africana FlySafair, ao custo de R$ 149,21 o trecho.

Meu último trecho foi Cape Town x Upington, uma cidadezinha localizada na província do Cabo Setentrional, a quase 800km de distância. Fiz o percurso de ônibus, junto à empresa Intercape, ao custo de R$ 133,35 o percurso.

Lembrando que esse caminho foi realizado apenas porque seguiria viagem em direção à Namíbia.

Para ler o meu relato em terras namibianas, clique aqui.

Hospedagem

• Cape Town – Utilizamos a plataforma AirBNB e bookamos um quarto dentro de uma república, pelo custo de R$ 104,33/noite. Ficamos bem no centro da cidade, na Loop Street, próximas de tudo.

Joanesburgo: Como foi a minha breve estadia

Joanesburgo foi o stop over mais sem noção que fiz durante a minha viagem pela África. E, quando falo isso, me refiro à um péssimo planejamento de distância x gasto.

Joanesburgo

Cheguei de viagem bem cedo e – logo eu, pasmem! – não fazia ideia de como ir até o Museu do Apartheid via meio de transporte público. Como não teria muito tempo na cidade, já que meu voo para Cape Town sairia à noite, e havia pago o locker do aeroporto por HORA para deixar as malas, optei por chamar um Uber e seguir viagem.

Depois de ler alguns relatos pela internet, me tranquilizei um pouco. Parece que muitos viajantes optam por transporte privado para o museu, desde o aeroporto, por conta da distância. Estamos falando de cerca de 30km.

O portal Meu Roteiro de Viagens escreve bem sobre as possibilidades de um viajante durante conexão em Joanesburgo.

Chegando no Museu do Apartheid

Tanto a ida quanto à volta (aeroporto x museu) custou cerca de R$ 60-70/corrida. Sim, caro leitor, Joanesburgo é uma cidade cara e – pelo pouco que percebi – não tão segura assim. Pode ter sido as minhas poucas horas, porém não simpatizei muito.

Mas vamos ao que importa: vale à pena conhecer o Museu do Apartheid durante uma conexão?

E a minha resposta é: claro que sim!

O período da segregação é exposto logo na entrada, já assim, de cara: o visitante é rotulado como branco ou não-branco e, por isso, passa por caminhos diferentes até chegar lá dentro.

Entrada do Museu do Apartheid

O apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca.

Museu do Apartheid

Este sistema vigorou até o ano de 1990, quando o então presidente sul-africano tomou várias medidas e colocou fim ao apartheid. Entre estas medidas estava a libertação de Nelson Mandela, preso desde 1964 por lutar contra o regime de segregação.

Em 1994, Mandela assumiu a presidência da África do Sul, tornando-se o primeiro presidente negro do país.

Museu do Apartheid

Repleto de exposições sobre a história, aqui é impossível você sair da mesma forma que entrou. E digo isso pois existe uma estrutura multimídia bacaníssima com relatos históricos e sociais, composta por filmes, fotos, textos, etc.

Museu do Apartheid

O Museu funciona diariamente, das 9h às 17h. Datas como Natal, Ano Novo e Sexta-feira Santa implicam no fechamento do mesmo.

O bilhete integral custa Rs. 85, R$ 24. Para mais informações, acesse o site oficial clicando aqui.

Agora vamos falar sobre Cape Town, a queridinha dos turistas

Cape Town

A Cidade do Cabo é o paraíso dos viajantes que passam pela África do Sul. É organizada, com diversas atividades interessantes para todos os gostos e bolsos e, o melhor, com paisagens belíssimas que vão te fazer querer passar semanas explorando cada praia e montanha.

Cape Point

Passei quatro dias e achei pouco. De fato consegui fazer os pontos turísticos mais famosos, porém para curtir tudo com calma, o recomendado são de duas a três semanas na cidade.

Cape Town

Para quem está com tempo, viajando sozinho e vontade de poupar uma graninha com o transporte, Cape Town possui os ônibus turísticos do City Sightseeing, com custos inciais de Rs. 280, R$ 78,50.

• Dia 1 – Boulders Beach + Cabo da Boa Esperança

Boulders Beach

Esse é um tour de um dia todo. Como não estava sozinha, negociamos com um motorista de Uber a corrida de ida e volta com as paradas. O custo do dia saiu em torno de R$ 180,00 o que, levando em conta a distância e disponibilidade, não saiu caro.

Boulders Beach

Boulders Beach é a famosa praia dos pinguins. Fica na Baía Falsa, costa leste da Península do Cabo, entre Simon’s Town e a Ponta do Cabo, há cerca de 1h de carro. O preço da entrada para adultos é Rs. 70, R$ 19,60.

A caminho de Simon’s Town

Já li que existe um trem ligando Cape Town à Simon’s Town, onde a estação final fica a 3km da praia. Todavia, para ser bem sincera, eu não tenho muitas informações sobre o trajeto.

A caminho de Simon’s Town

Já o Cabo da Boa Esperança foi a segunda grande atração do dia. Descoberto pela primeira vez em  1488 pelo navegador português Bartolomeu Dias, o Cabo é o ponto onde os oceanos Índico e Atlântico se encontram.

Cabo da Boa Esperança

Custa Rs. 147, R$ 41,28 e fica aberto das 6h às 18h entre os meses de outubro a março e das 7h às 17h entre os meses de abril a setembro. Para informações gerais, acesso o site oficial.

Cabo da Boa Esperança

Seguindo por dentro do local,  você chegará ao Cape Point, com duas opções: utilizar um funicular para subir os 200 metros até o farol ou (adivinhem) utilizar as perninhas! Obviamente, escolhemos a segunda opção.

Cape Point

Cape Point

Apesar do forte vento, é lá de cima que avistamos completa e perfeitamente os penhascos e o Cabo das Tormentas.

Eu e minha companheira de viagem, a Lidia, em Cape Point

• Dia 2 – Rota das Baleias

Esse foi o melhor passeio que fiz na viagem. E valeu cada centavinho pago!

The Town Pier, Simon’s Town

Utilizamos a empresa Simon’s Town Boat Company e pagamos Rs. 900, R$ 252,70, por pessoa, para observar as baleias-franca-austrais em alto mar. A excursão ocorre entre os meses de junho à novembro.

No barco aguardando as baleias

Ameaçadas de extinção, essas baleias encontram-se distribuídas em todos os oceanos do hemisfério sul.

No Brasil, pode ser observada especialmente a poucos metros da costa durante os meses de inverno e primavera desde o Rio Grande do Sul até o sul da Bahia.

Baleias-franca-austrais

• Dia 3 – Table Mountain com Camps Bay

Table Mountain

Uma dica: assim que você chegar em Cape Town, verifique como andam as condições climáticas para acessar o parque. Digo isso porque eu só consegui subi-lo no terceiro dia e quase voltei para casa sem admirar a vista do topo.

Table Mountain

Com uma altitude de 1.085 metros, o bacana é subir via bondinho e descer à pé para absorver a exuberante natureza do local. No site você acha os horários e preços para a visitação que desejar fazer.

No primeiro dia que tentei subir e fiquei do lado de fora

Como Cape Town é cheia de trilhas iradas, você poderá também subir a Lion’s Head e a Slangolie Overhang, com vista para os 12 Apóstolos (oh yes, não é apenas em Melbourne que você pode conferí-los, rsrs) e para Camps Bay.

Vista do Lion’s Head

E por falar em Camps Bay, essa é a praia mais famosa da região. Passamos apenas por ela, sem entrar na areia ou no mar, pois estávamos cansadíssimas.

• Dia 4 – Long Street, Bo Kaap e rumo à Upington

Cape Town

Aproveitamos o dia para passear pela Long Street, que fica lotada na parte da noite com seus diversos restaurantes e bares. É tipo a Khao San Road de Bangkok, sendo ponto obrigatório dos mochileiros.

Já Bo Kaap é o famoso bairro de casas coloridas dos descendentes de escravos vindos da Indonésia, Malásia e de países africanos. Vou ficar devendo uma foto minha do local, mas para matar a curiosidade:

Bo Kaap, Cape Town • Crédito da foto ao Where in the world is Riccardo?

À tarde, fomos rumo à rodoviária para pegar o ônibus em direção à Upington.

Minha dica para quem conhecer essa cidadezinha transitória é curtir um cruzeiro pelo Orange River. Como eu estava com a grana contadinha, resolvi apenas caminhar pela cidade meio sem rumo, até achar um rio.

Parei pela redondeza, apreciei as flores que estavam nascendo no caminho e fiquei horas descansando em meio a natureza. Entre uma viagem de 24h de ônibus, essas paradas salvam qualquer viajante!

Está com tempo em Cape Town?

Table Mountain

Dentre as coisas que gostaria de ter feito, porém não tive tempo, são:

– Passar um fim de tarde no V&A Waterfront, um complexo à beira mar repleto de galerias, lojas e restaurantes com uma linda vista da cidade;

– Visitar o Robben Island, antiga base militar e prisão onde Nelson Mandela ficou por anos;

– Conhecer o Jardim Botânico de Kirstenbosch e;

-Curtir as prais de Cliffton e Noordhoek

Cabo da Boa Esperança

Checklist

Seguro obrigatório para brasileiros: Para quem ficar menos de 90 dias não é obrigatório, porém é extremamente recomendado, pois os custos de saúde por lá são altos.

Vacina obrigatória para brasileiros: É exigida a apresentação de Certificado Internacional de Vacina Contra Febre-Amarela.

Imigração: Bem tranquila. Não tive problema.

Documentação para brasileiros: Passaporte, sem necessidade de visto para brasileiros que entram à turismo por tempo determinado.

Importância Global: A África do Sul foi palco de diversos conflitos raciais durante a história e, mesmo após o fim do apartheid, a segregação racial ainda é visível neste país. O país possui 10 prêmios Nobel para se orgulhar, sendo quatro deles da Paz.

 

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