Índia: Do Triângulo Dourado À Varanasi

Estive na Índia na virada do ano de 2016 e foi o ponto de partida em direção à rota do Himalaia. Foram ao todo dezoito dias em terras indianas, divididas nas cidades de Rishikesh, Delhi, Agra, Jaipur e Varanasi.

Nesse post vou contar um pouco da experiência de ser mulher viajando sozinha em um dos países que mais me pediram para se ter atenção contra assédios e atentados ao pudor.

Agra, Índia

Você precisa saber agora:

Moeda: Rúpia indiana

Golpinhos/dia: US$ 37,00 (considerando hospedagem em hotel, alimentação e despesas com guia dentro de algumas atrações)

Se perder, vai ter que voltar: Visita ao Taj Mahal

Sobraram Golpinhos? Conheça o deserto do Thar, em Jaisalmer, Rajastão

Rajastão, Índia

Para início de conversa, adianto que não tive problemas em ser uma mulher viajando sozinha pela Índia. De fato, não era a minha primeira vez no continente asiático e já vinha me familiarizando aos costumes hindus. Tive algumas histórias engraçadas e outras um pouco tensas pelo caminho e, claro, listarei as principais aqui.

Delhi, Índia

Comecei a minha viagem por Rishikesh, onde fiquei em um ashram indiano para um curso intensivo de yoga. Para ler o relato completo, clique aqui.

Algumas informações importantes:

– Em todas as cidades, me hospedei com quarto individual em hotel. Para ser sincera, tive muito receio de ficar em albergue na Índia. Em contrapartida, ao longo da viagem, cruzei com algumas meninas que viajavam sozinhas e que se hospedaram em hostels sem nenhum problema;

– Fiz todos os trajetos entre cidades de trem, com exceção do Rajastão para Varanasi, que fui via avião;

– No Brasil, contratei a empresa de turismo Get Holidays para comprar os itinerários de trem. Para ser bem honesta com vocês, existe uma burocracia enorme no processo de aquisição para estrangeiros, além dos diversos tipos de assentos e classes. Gente, eu venho do Rio de Janeiro, onde a ferroviária é composta por apenas oito linhas que só ligam duas zonas do estado. Deu para entender meu desespero, né?

No trem de Rishikesh à Agra

Achei o preço deles justo em relação ao que o mercado cobrava na época. Claro que, se optasse por fechar com agências lá na Índia, minha chance de barganha aumentaria consideravelmente, mas preferi por questões de tempo e câmbio já fechar tudo no Rio. Para quem interessar, o meu agente foi o Deepak Ghildiyal, super atencioso!

– Em Varanasi, por ter pouco tempo e uma curiosidade surreal de absorver a cidade, contratei um guia particular que me acompanhou durante todo o dia, pelo custo de Rs. 3000, ou R$ 152,00 (uma fortuna para os padrões indianos);

A sagrada vaca indiana

– Usei tuk tuk para me locomover dentro das cidades. É importante barganhar – e muito – com os motoristas. Eu dava sempre uma pesquisada antes nas direções para mostrar que tinha, ao menos, uma ideia de onde estava indo. Em Jaipur, por exemplo, fechei o dia de turismo com um motorista de tuk tuk e paguei quase a metade em relação aos turistas que utilizavam diversos veículos para se locomover ao longo do dia. No final, foi mais prático e mais barato.

O tuk tuk mais bacana de Agra

Após sair renovada do Ashram, segui viagem via trem no famoso Triângulo Dourado que inclui Delhi, Agra e Jaipur.

Delhi – A capital indiana

India Gate

Delhi é a segunda maior cidade, atrás apenas de Bombaim. Essa é dividida entre a cidade antiga – Old Delhi – e a nova – New Delhi, construída pelos britânicos como a sede do seu governo colonial da Índia.

Por se tratar de um centro urbano um tanto confuso, optei por turistar com o famoso HoHo Delhi (o Hop On Hop Off deles). Uma dica é comprar o ingresso de dois dias, pois muito dificilmente você conseguirá ver todos os pontos em um só. Abaixo, vou listar com fotos as atrações visitadas. Gastei Rs.1199, R$ 60,00 e no site oficial você consegue mais dicas e valores de todos os serviços que eles ofertam.

Gurudwara Bangla Sahib

Gurudwara Bangla Sahib

O mais importante centro de culto do sikhismo em Delhi. Essa é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjabe (região dividida entre o Paquistão e a Índia) por Guru Nanak (1469-1539). É um retrato resultado de elementos do hinduísmo e do sufismo.

Local onde deixamos os calçados

O lugar é lindo por dentro. Eu visitei duas vezes e em ambas as situações tinha um ritual acontecendo dentro do templo principal. Aqui a entrada é gratuita.

India Gate

India Gate

Foi um dos meus primeiros monumentos visitado na Índia. Esse Arco homenageia os soldados mortos durante a II Guerra Mundial e nas Guerras anglo-afegãs. Aproveitei para provar o famoso chai indiano nessa praça da foto, mas não curti o gosto (rsrs).

Forte Vermelho

Red Fort de Delhi

O majestoso Forte de Delhi fica localizado na Old Delhi (by the way, essa região vale um tempinho para ser explorada) e foi construído no século XVII. Trata-se da antiga morada dos imperadores mongóis de 1639 e 1857.

Red Fort no final do dia

Fica aberto para visitação diariamente, com exceção da segunda-feira. Custa Rs. 500, R$ 25,00, e tem preço adicional caso você opte por filmar lá dentro (bem-vindos à Índia onde tudo tem o custo para turistas).

Túmulo de Humayun

Túmulo de Humayun

Considerado o mais antigo mausoléu mongol da cidade, o Túmulo de Humayun é conhecido como o Taj Mahal de Delhi. Foi mandado construir pela viúva do imperador no século XVI em honra ao amado.

Túmulo de Humayun

Esse é mais um dos Patrimônios da Humanidade declarados pela UNESCO na Índia. Eu adorei esse lugar, super indico passar um par de horas aqui dentro.

Observação:

Outros pontos que merecem à sua visita (e estão incluídos como paradas no ônibus turístico): Rashtrapati Bhavan, a residência oficial do Presidente; Rajghat, o Memorial de Gandhi; o Templo de Lótus; e Qutb Minar, a maior torre do país e complexo construído para celebrar a vitória de Mohammed Ghori sobre o antigo rei Prithvi da Índia.

O Dilli Haat é um gigantesco centro comercial bastante indicado aos turistas. Ou seja, é para turistas! Não gostei do lugar por isso.

Para quem interessar, em Delhi existem diversos Museus sobre a história da linha férrea indiana.

Agra – Era hora de conhecer o Taj Mahal

Taj Mahal

De Delhi fui para Rishikesh. Após o meu retiro de yoga no Ashram, peguei o trem em direção à Agra. A duração da viagem era estimada em nove horas, mas durou algo em torno de quinze – coisas da Índia. O transfer da estação de trem até o hotel custou Rs. 100, R$ 5,00.

Agra faz parte do estado de Uttar Pradesh, situada nas margens do rio Yamuna. O legal daqui é que a cidade é relativamente pequena, ou seja, consegui fazer quase tudo à pé. Além do mais, fiquei hospedada em um lugar com vista para o Taj Mahal que – acredite quem quiser – custou menos de cem reais por noite! Em suma, passei dois dias na cidade e achei o suficiente.

Dois lugares merecem a sua visita: o primeiro, obviamente, é o Taj Mahal. Já o segundo, trata-se do Agra Fort.

Agra Fort

O Taj Mahal, uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, é cercado por uma realidade muito diferente da encontrada lá dentro. Agra é uma cidade pobre, com centenas de lixões nas redondezas e isso possivelmente será a primeira coisa que te fará perceber as nuances socioeconômicas da região.

Pagando um ingresso ao valor de Rs. 1000, ou seja, R$ 50,00, cheguei no monumento no início da manhã e – para o meu desespero – não dava para se ver nada por conta da névoa. A situação ficou assim até (pasmem) umas onze da manhã quando, enfim, o sol resolveu dar o seu show.

A vista de quando cheguei ao Taj

A vista já no final da manhã

Apesar de não se poder tirar fotos dentro do monumento, todo o complexo do Taj Mahal merece sua atenção e visita, por isso é importante dedicar algumas horinhas ao passeio.

No Mausoléu

Turistando pelo complexo do Taj

Pegue um tuk tuk ou caminhe pelos 2,5km que separam o Taj Mahal do Agra Fort, considerado também Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A entrada custa Rs.300, ou R$ 15,00.

Agra Fort

O Forte de Agra é um palácio fortificado de importantes imperadores da história, como Humayun.

Por dentro do Agra Fort

Saindo do Forte, segui viagem de trem, com duração de mais de uma dia (não gosto nem de lembrar do meu cansaço) em direção à região tão esperada da trip: o Rajastão!

Indianos e eu

Jaipur – O famoso Rajastão

Não tem como não se apaixonar pela cidade dos palácios de marajás. O Rajastão é o maior estado de toda a Índia em área e sua capital é Jaipur, a queridinha que visitei!

Jaigarh Fort, Rajastão

Jaipur é a primeira cidade planejada da Índia, conhecida como “a cidade rosa”, já que em 1876 o seu marajá mandou pintá-la dessa cor, para a visita do Príncipe de Gales. Desde então ela é regularmente pintada. A própria estrutura de Jaipur lembra as famílias reais.

O Deserto de Thar fica próximo e uma boa dica é conhecer a cidade de Jaisalmer. Lá eles fazem aqueles típicos passeios com camelos e até mesmo acampamentos nas areias para quem topa passar uma noite no céu estrelado por terras desérticas.

Jaisalmer estava na minha programação inicial, porém como eu tive diversos problemas com conexões em trem que – devido tanto ao sistema indiano quanto a época de névoa – acabei desistindo de passar mais vinte horas em trânsito. Como resultado, prolonguei minha temporada em Jaipur.

Vista de Jaipur

Jaipur tem dezenas de pontos a serem conhecidos. Eu passei cinco dias na cidade, onde dois foram para turismo integral. Barganhei até a alma com um tuk tuk na estação de trem e paguei algo em torno de R.300/dia.

A caminho do Amber Fort

Para não dizer que não tive problemas na Índia, foi em Jaipur que uma situação bem chata aconteceu comigo: alguns homens me viram subindo sozinha para o quarto do hotel e em seguida ligaram incessantemente para o telefone do quarto. Da vez que atendi, falaram coisas bobas e sem pudor. Eu liguei para a recepção informando o ocorrido e tranquei a porta do quarto. Foi uma situação indelicada, mas fora isso a viagem correu super bem.

Mas como tudo tem os dois lados da moeda, foi também em Jaipur que presenciei um pequeno sonho de vida: meu primeiro casamento indiano! É uma super festa, cheia de cores e alegrias. Os noivos estavam passando junto às centenas de convidados na rua de meu hotel e eu (claro!) desci em seguida para admirar e fazer algumas fotos. Ficaram curiosos? Clique aqui para ver um registro da noite.

Antes de entrar nas atrações, quero deixar uma dica super útil para quem tem tempo em Jaipur: comprem o ticket combo, vendido nas principais atrações turísticas (o meu eu comprei no Forte de Amber). Por Rs. 300, R$ 15,00, você tem direito a visitar diversos pontos.

Jaigarh Fort

Jaigarh Fort, Jaipur

Situado no Monte Cheel Ka Teela, este Forte foi construído acima do Forte de Amber, que descrevo logo abaixo. Me arrependi de não ter contratado um guia aqui, pois o lugar respira história! Passando pelos labirintos da área residencial é possível chegar a um belíssimo jardim, bem preservado. Daí é possível avistar o Amber Fort.

Jaipur, Rajastão

Amber Fort

Fica localizado à 11km de Jaipur e é considerado a principal fortaleza histórica da cidade. Fica aberto diariamente das 8h às 18h e custa Rs.550, R$ 27,00.

Amber Fort

A visita vale ser feita com tempo, pois o local é grande e merece atenção a cada parada. Dentro das inúmeras dependências, a Sala dos Cristais é a mais bela. Com apenas uma única vela refletida nos pequenos espelhos desse aposento, ele se transformava no céu estrelado. Um luxo só!

É possível subir o Forte montada nos elefantes – como era feito em tempos antigos -, mas esse não é o tipo de passeio que curto. Então, para ser sincera, não sei nem informar o custo.

Amber Fort

Templo de Galtaji – Templo dos Macacos

Tem-se aqui uma vista bacana da cidade, porém o Templo está um tanto abandonado. Recordo como se fosse ontem que ao descer essa pequena montanha da foto, um macaco puxou a minha mochila e, por muito pouco, não saiu correndo com ela. Na hora, eu não entendi nada.

Minutos depois, na insistência do puxa-puxa, ele retirou uma banana que estava lá dentro. Sério, eu nunca tive tanta agonia de perder uma mochila com câmera, bookings, passaporte, celular, etc. para um macaco que só queria comer banana!

Sugiro conhecer o Templo somente se há tempo de sobra na trip.

Voltando de uma cerimônia hindu em Aravalli

Santuário dos Elefantes

Não me matem, mas eu não faço ideia de como cheguei aqui. Comentei com vocês que fechei um tuk tuk para rodar nos principais lugares turísticos de Jaipur e uma das paradas surpresas que ele fez foi no Santuários dos Elefantes, um local dedicado ao cuidado e a cria dos bichinhos.

Lembro que fica pertinho do Amber Fort e não precisei pagar nada para estar ali.

A amável Ganesha

Maharaja Sawai Man Singh II Museum

Poucos turistas vêm aqui. É um lugar meio escondido, meio abandonado, com poucas informações, mas com uma arquitetura riquíssima. Como diz o nome, é um museu dedicado ao Marajá. Indico iniciar a manhã aqui e depois seguir para os passeios principais de Jaipur.

Maharaja Sawai Man Singh II Museum

Maharaja Sawai Man Singh II Museum

Hawa Mahal, o Palácio dos Ventos

Hawa Mahal

Parada obrigatória enquanto estiver em Jaipur. As emblemáticas janelas do Palácio da Cidade estão distribuídas em uma estrutura piramidal de cinco andares. Reza a lenda que o marajá Sawai Pratap o construiu com a finalidade de permitir às mulheres do seu harém observar o movimento, a animação e as procissões das ruas sem que os transeuntes se apercebessem delas.

Por dentro do Hawa Mahal

A entrada custa Rs.50, R$ 2,50, e o horário de funcionamento vai das 9h às 17h. Ao redor do Palácio existe uma rua de comércio indiano bem bacana a ser explorada.

Por dentro do Hawa Mahal

Jardins de Ram Niwas

Olha, eu amei esse lugar!

Ram Niwas

Visitei já no final do dia e pude ficar admirando os jardins, as esculturas e paredes com a história hindu distribuídas por todo o local.

Jardins de Ram Niwas

Os Jardins Ram Niwas foram construídos durante a era de Maharaja Sawai Ram Singh que desejava terrenos paisagísticos verdes. Fica próximo ao Albert Hall Museum.

Ram Niwas

Vi vários grupos de adolescentes e estudantes a sentarem nos jardins para um piquenique e famílias com crianças à brincar pela área. Jaipur é uma cidade um tanto caótica e estar nesta área verde me ajudou a voltar um pouco para a sanidade e ao ar fresco (rsrs).

Pelas paredes de Ram Niwas

Dica: Visite durante o pôr do sol.

Nos Jardins de Ram Niwas

Varanasi – A cidade sagrada dos hindus

Conhecer Varanasi foi uma das experiências mais significativas de minha vida. Apesar da pobreza extrema e da intensidade da cidade, a cerimônia de cremação dos corpos e o local do primeiro discurso de Buda foram algo de outro mundo.

Varanasi

Localizada às margens do Rio Ganges, Varanasi tem mais de 3 milhões de habitantes. É uma das cidades mais antigas do mundo e sagrada para os hinduístas.

Escolhida por Shiva, Deus da destruição, para ali viver com a mulher, Parvati, logo após o casamento, Varanasi é a cidade do recomeço, a oportunidade de começar algo melhor. Os hindus acreditam que sua vida está condicionada a um inevitável ciclo de reencarnações, o chamado samsara.

O maior objetivo do homem é superar esse ciclo, em busca da glória de se atingir o nirvana, o supremo estado de sabedoria oriundo do conhecimento completo de si mesmo e do universo. Em outras palavras, um estágio só conseguido pelos hindus com a libertação da alma, com a morte abençoada em Varanasi, depois de um banho na água sagrada no Ganges. Após serem cremados ali, os hindus devem ter suas cinzas jogadas no grande rio.

Varanasi

Para ver o meu click da cremação, clique aqui.

Ao final da tarde é feita também às margens do rio sagrado a Ganga Aarti. Trata-se de uma cerimônia de adoração onde oferece-se as águas do Ganges para mãe Ganga, nome pelo qual é chamado o Rio. Ocorre todo dia ao entardecer, sob o cântico de mantras e oferendas por Brâmanes, a casta mais alta indiana.

Para conferir o meu click da Ganga Aarti, clique aqui.

Essência da Índia, Varanasi é composta por centenas de fiéis e turistas curiosos. Sem dúvida, o lugar mais espiritualizado que já estive.

Poucos quilômetros dali, a caminho de Sarnath – onde Buda proferiu seu primeiro sermão -, conheci a Banaras Hindu University, principal universidade e centro de estudos de Varanasi. Lá dentro existe um templo hindu aberto à visitação. Se você estiver com tempo de sobra, indico parar no caminho para conhecer o local.

Sarnath

Sarnath é uma cidade bem próxima de Varanasi. O engraçado é que um local de arte budista em meio à uma região majoritariamente hindu. Sagrada, agradável e muito tranquila, budistas e curiosos de todo o mundo visitam a cidade. A energia aqui é fantástica!

Budistas em oração

O primeiro sermão de Buda

Hospedagem

⦁ Delhi – Hotel Kings Inn, R$ 79,00 o quarto por noite. É um hotel ok. Na real, eu chegava tão tarde e cansada, que só lembro que a cama era bastante confortável.

⦁ Agra – N.Homestay, R$ 98,00 o quarto por noite. Ótimo custo-benefício, fora que possui vista para o Taj Mahal.

⦁ Jaipur – Atithi Guest House, R$ 73,00 o quarto por noite. Não recomendo a ninguém!

⦁ Varanasi – Granny’s Inn, R$ 58,00 o quarto por noite. Boa escolha apenas para um pernoite. Quarto pequeno e banheiro bem antigo. Mas como crédito, o recepcionista foi muito atencioso.

Mas então: dá para ir à Índia sozinha?

Taj Mahal, Agra

Se o relato e as fotos acima ainda não te convenceram, listo aqui mais algumas características de viajar sozinha e outras dicas gerais que fui anotando no caminho:

– Respeite a cultura e religião alheia;

– Evitem decotes. As ocidentais são sempre motivo de muita curiosidade, portanto preservem-se de situações desnecessárias;

– Digam que são casadas e/ou vão encontrar um grupo de amigos na região. Evitem dizer que estão de fato sozinhas, just in case;

– Até hoje não sei se o fato de balançar a cabeça dos indianos é um “sim” ou um “não”;

– Eles dirigem feito loucos, todavia não vi muitos acidentes. O curioso é que a esmagadora maioria possui problemas de visão, mas nem por isso usam óculos;

– O barulho das buzinas não vai sair da sua cabeça tão cedo;

– Arrotar, soltar pum e fazer xixi em público é algo tão normal entre os indianos que só será um problema para você;

– Comer com as mãos é normal. Em tempo, as sopas e frutas daqui são divinas;

– KFC indiano = comer chorando de tão picante;

– O refrigerante 7Up da Índia deve ter mais açúcar que o normal, não é uma coisa normal;

– Em Delhi, Uber é mais barato que tuk tuk;

– No Rajastão, as cerimônias de casamento são absurdamente alegres (se tiver a oportunidade, apenas vá!);

– Os indianos valorizam muito a natureza do País, apesar de toda a discordância que vemos com os cuidados com os Rios e Árvores sagrados. Mas tem todo o viés religioso e, quanto a isso, não temos o que questionar;

– Vacas, búfalos e afins são extremamente sagrados. Em Varanasi, me falaram que cada animal que circula pelas ruas tem seu dono. Uma vaca custa em torno de Rs.15.000, ou R$ 650,00. Ou seja, não é bagunça;

– Por falar em Varanasi, fica aqui – na minha humilde opinião – um ponto obrigatório de visita. Apesar da pobreza extrema e do caos das ruas, é a Índia nua e crua, que muito possivelmente vai te encantar também.

Nos jardins do Rajastão

Visitar a Índia sozinha foi uma decisão muito certeira. Tive momentos de contemplação e paz interna que muitas vezes ao turistar com amigos ou família não são possíveis. Não achei nenhum lugar inseguro ou tive aquela sensação de medo pelas ruas.

É importante ser prudente – eu mesma evitava sair à noite pela rua sozinha, principalmente em lugares desconhecidos -, mas meu conselho de coração é para que vocês não deixarem de visitar o país por isso, nem por qualquer outro medo.

Nos jardins do Taj Mahal, Agra

Checklist

Seguro obrigatório para brasileiros: Não, porém é essencial

Vacina obrigatória para brasileiros: Vacina contra a febre amarela dez dias antes do embarque. Aconselha-se que o cidadão brasileiro solicite, nos postos da ANVISA nos aeroportos do Brasil, a carteira internacional de vacinação contra febre amarela no ato.

Imigração: Não tive problemas.

Documentação para brasileiros: Passaporte e Visto. O meu visto foi de múltiplas entradas e eu o solicitei no Brasil. Para mais informações, clique aqui.

Importância Global: A Índia possui diversos Patrimônios da Humanidade decretados pela UNESCO. Já o Taj Mahal, localizado em Agra, é considerado uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo.

 

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