Myanmar: A Inesquecível Bagan

Chegou a hora de escrever sobre um dos países mais queridinhos da minha lista pelo mundo: Myanmar!

Dediquei um tempinho especial a esse post, pois muita história bacana foi relembrada no processo, entre Yangon e Bagan, ambas as cidades visitadas.

Menina birmanesa, Myanmar

Myanmar ou Birmânia (como mundialmente é conhecida) fica localizada no sul da Ásia continental, limitada ao norte e nordeste pela China e a sudeste pela Tailândia, país de onde vim.

Bagan, Myanmar

Nunca ouviu falar desse lugar? Não sinta vergonha! Até meados de 2015 eu também não fazia ideia dele.

Na época, meu ex e eu escolhemos lugares distintos para pôr no roteiro e, Birmânia (felizmente!), foi uma das escolhidas.

Bagan, Myanmar

Desde o nascer do sol mais lindo que já vislumbrei até a população mais crua de estrangeiro que presenciei, Myanmar foi um dos principais países que me abriu para o mundo.

Hoje, não sei ao certo se foi a minha fase de vida, se foi o caos transitório do país ou as oportunidades que vivi pelo caminho, mas quando olho para trás percebo a importância que essa viagem teve e, espero aqui, dividi-la um pouco com vocês.

Crianças birmanesas em Bagan

Crianças birmanesas em Bagan

Você precisa saber agora:

Moeda: Quiat, MMK (mas o dólar norte-americano é facilmente convertido).

ATENÇÃO: os birmaneses solicitavam mediante entrada no país, na época, a troca de US$ 200 sem a possibilidade de reembolso no final da viagem. E eles conferem cada nota de US$ 100, que não deve estar rasgada ou rassurada de forma alguma (sim, é um fato bem curioso, rsrs). O que fizemos foi deixar as hospedagens e trasportes internos para pagar à vista.

Golpinhos/dia: R$ 98,00 (considerando hospedagem, alimentação e transportes de entrada e saída)

Se perder, vai ter que voltar: Nascer do sol em Bagan

Sobraram Golpinhos? Sobrevoe Bagan de balão

Os Templos de Bagan

Como cheguei:

Voei de Bangkok, na Tailândia, até Yangon (também conhecida como Rangum), antiga capital de Myanmar. A companhia aérea escolhida foi a Air Asia, ao custo de US$ 32,27 o trecho.

Dica: Eu não tinha “bookado” a passagem acrescentando mala de despachado (ou qualquer mala acima de 8kg) e o custo adicional na hora foi exorbitante. Então atenção no momento de utilizar as low costs, tá bem?

Já dentro do país, a melhor opção é locomoção com tuk-tuks.

Hospedagem:

• Yangon – Backpacker (Bed & Breakfast), R$114,00 o quarto para duas pessoas com café da manhã. Não tive problemas e achei de bom custo benefício.

• Bagan – Northern Breeze Guest House, R$190,00 o quarto para duas pessoas com café da manhã. Caro, porém valeu cada centavo! Bem localizado, com um staff super atencioso e prestativo e ainda alugamos uma moto na saída do Hotel. Valeu pelo conforto tendo em vista que dormimos em ônibus e chegamos virados e exaustos em Bagan.

Bagan, Myanmar

Economizamos duas diárias no trajeto de ônibus noturno entre Yangon x Bagan. Achei bem tranquilo fazer isso, ainda mais utilizando a segunda classe do bus.

Vou ficar devendo o nome da companhia utilizada, mas como o trajeto é muito utilizado pelos viajantes, acredito que você não vai ter problema algum em identificar tais empresas.

E ah! Tickets comprados na hora (no guichê da empresa) pelo valor de US$ 17/trecho. Incluir o custo de táxi até o terminal, algo em torno de US$ 10.

Bagan, Myanmar

O que fazer em Yangon?

Yangon, Myanmar

Passei ao todo seis dias viajando por Myanmar, onde um dia e meio foi em Yangon. E achei um bom período de tempo.

O lado indiano de Yangon, Myanmar

Eu esperava muito, mas muito do país e estava completamente ansiosa para aproveitar e aprender cada pedacinho do budismo theravada, a mais antiga escola budista.

A caminho do Shwedagon Pagoda

A atração principal é, sem dúvidas, o Shwedagon Pagoda. Considerado o Templo mais impressionante de todo o sudeste asiático, aqui se paga US$ 8 e pode-se ficar o tempo que quiser.

O complexo é enorme e demanda boa parte do seu dia. Aqui demos a sorte de vermos uma cerimônia religiosa acontecendo na hora. Bacana, né?

Fiéis no Shwedagon Pagoda

Localizado a apenas 2 km do centro de Yangon, acredita-se que relíquias de quatro Budas estejam enterradas no interior de Shwedagon, incluindo oito fios de cabelo do Buda Gautama.

Shwedagon Pagoda

A Pagoda funciona diariamente, de 4h às 22h, com exceção ao Waxing Day of Tabaung, em março, e ao Waxing Day of Wakhaung, em junho, os festivais do país.

Shwedagon Pagoda

Outro lugar que despertou minha atenção foi o Templo Botataung Paya. Conheci um menino local que me explicou um pouco da história e como se faz às orações ao redor das fontes. Mas claro, nada é de graça (funciona mais como uma contribuição voluntária, sabe?).

Templo Botataung Paya

A energia do lugar me impactou. Além do mais, fica perto do rivefront, longe das multidões.

Ingressos custam US$ 3/pessoa.

Templo Botataung Paya

Templo Botataung Paya

O terceiro e último Templo que vale a visita é o Sule Paya, uma stupa localizada no centro da cidade com mais de 2.500 anos. É hoje considerado o ponto de encontro das atividades e protestos antigovernamentais de Myanmar.

Yangon, Myanmar

Mas como nem só de Templos vive a cidade, no dia seguinte você pode alugar uma bike e seguir para o Mercado Bogyoke, um mercadão local que vende um pouco de tudo! Com exceção das segundas-feiras, a visita pode ocorrer diariamente.

Agora vamos à Bagan:

Bagan, Myanmar

Dica number one: tire um dia off para alugar uma bike ou moto elétrica e saia sem rumo pelos templos e vilarejos de Bagan!

Essa é definitivamente a melhor forma de circular pelo local e absorver um pouco da cultura e do povo. O custo por dia não passa de US$ 7 mas, como tudo na Ásia, vale barganhar, viu?

Templos de Bagan

Templos de Bagan

Bagan é mundialmente conhecida pelos voos de balão sob as centenas de templos (ok, com o desastre natural de dois anos atrás, muitas coisas ainda estão sob destroços, infelizmente).

Essa foi a antiga capital de vários reinos em Myanmar e fica localizada a 145km de Mandalay, outro lugar também muito procurado pelos viajantes.

Birmanesa ensinando a usar a Tanaka, creme para proteção da pele contra o sol

Aqui você vai achar diversas agências que fazem bate-e-volta para o Inle Lake e Mandalay. Sabe os pescadores dançarinos que tanto admiramos nas fotos do país? Pois bem, são daqui! Eu não tive tempo nessa trip para conhecer o Inle Lake, mas aconselho fortemente àqueles que vão com tempo e grana de sobra.

Lagos de Myanmar

A paisagem de Bagan é algo inesquecível. Acordar de madrugada e seguir para o Templo Thatbyinnyu, um dos mais famosos e altos da região, foi um dos passeios mais significativos da minha vida. Para conferir meu registro desse momento, clique aqui.

Templo Thatbyinnyu

Vista de Bagan

Na época não tive grana de voar de balão e só fui realizar esse sonho anos depois, na Turquia (pois é, não posso reclamar, rsrs).

Quando fui, o sobrevoo custava cerca de USD 300. Para quem interessar, a empresa Ballons Over Bagan opera o passeio, que só pode ser feito entre outubro e março.

Pôr do sol acima do rio Irrawaddy, Bagan

Pôr do sol acima do rio Irrawaddy, Bagan

Myanmar é um daqueles países que sonhamos em voltar um dia, mas de forma completamente diferente.

Famílias juntas assistindo ao nascer e ao pôr do sol, crianças de todo o mundo correndo pelos diversos templos e toda aquela paz de país budista ficaram registradas em mim. E, de forma geral, definiram o país como um de meus prediletos.

Criança birmanesa

Criança birmanesa

Aqui é definitivamente um destino que indico à todos, tanto cultural tanto socialmente. Além do mais, ter conhecido Myanmar ainda numa época de transição e abertura para o mundo fez toda a diferença.

Eu (um pontinho na foto, rs) e o Rio Irrawaddy, Bagan

Checklist

Seguro obrigatório para brasileiros: Apesar de não haver necessidade de comprovação de seguro-saúde para a entrada em Myanmar, recomenda-se a contratação de um seguro de viagem que contemple assistência médica e repatriação em caso de acidente.

Vacina obrigatória para brasileiros: É exigida a apresentação de Certificado Internacional de Vacina Contra Febre-Amarela. Além dessa, aconselha-se também as vacinas contra Hepatite A, Febre Tifóide, Encefalite Japonesa, Malária e Raiva.

Imigração: Não tive problema na Imigração. No geral, achei o país bem seguro.

Documentação para brasileiros: Recomenda-se que o passaporte brasileiro tenha validade mínima de 6 meses à data de entrada em Myanmar  e conte com ao menos 1 página livre para carimbos e vistos. O visto é obrigatório e pode ser solicitado virtualmente ao clicar aqui. Na época eu paguei US$ 50.

Importância Global: Bagan não se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade por conta da junta militar ter restaurado as antigas construções sem respeitar o estilo arquitetônico – além de construírem um campo de golfe e uma rodovia pavimentada na região. Desde 1988 há uma luta interna contra o regime militar que governa desde então o país. O conflito é a mais antiga guerra em curso do mundo. Em agosto de 2016, Bagan teve um terremoto responsável pela destruição de vários templos.

 

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